Falta d'água chega a escolas e postos de saúde e reacende o debate sobre a Sabesp
Bairros da cidade ficaram sem água e a Sabesp levou caminhões-pipa a escolas e unidades de saúde; no estado, as reclamações de desabastecimento sobem 224%.
Álvares Machado sentiu na pele um problema que se espalha pelo estado. Bairros como Parque dos Pinheiros e Jardim Panorama ficaram sem água, e a situação foi tão crítica que a Sabesp precisou reforçar o abastecimento com caminhões-pipa em escolas e unidades de saúde, chegando a pedir desculpas pelos transtornos.
Não é um caso isolado
Um ano e meio após a privatização da Sabesp, concluída em julho de 2024, as queixas contra a companhia dispararam. As reclamações no Reclame Aqui cresceram 72% entre 2024 e 2025, e as ocorrências ligadas à falta de água aumentaram 224% no último ano. O que era episódio virou rotina em várias cidades atendidas pela empresa.
O que o morador pode fazer
Quando a água some, o primeiro passo é registrar a ocorrência na própria Sabesp (pelo telefone 0800 ou pelo aplicativo) e guardar o número de protocolo, é ele que obriga a empresa a dar um prazo e uma resposta. Falta d'água prolongada também pode ser levada à Arsesp, agência estadual que fiscaliza o saneamento, e ao Procon.
Para escolas e postos de saúde, a interrupção é ainda mais grave: mexe com merenda, higiene e atendimento. Por isso o episódio reacendeu, na cidade e no estado, o debate sobre se a privatização entregou o serviço melhor do que prometeu.
Fonte: Reclame Aqui / Fronteira