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Morte no acesso a Álvares Machado expõe o abandono da via que a cidade cobra há anos

Colisão frontal na noite de domingo (9) matou um homem de 53 anos e feriu outro no acesso pela Raposo Tavares — trecho de pista simples cuja duplicação é cobrada há anos, sem resposta do Estado.

Redação Notícias Machadenses
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Morte no acesso a Álvares Machado expõe o abandono da via que a cidade cobra há anos
Foto: Reprodução

Um homem de 53 anos morreu e outro, de 58, ficou gravemente ferido na noite deste domingo (9), em uma colisão frontal no acesso a Álvares Machado, na SPA-576/270, ligação com a Rodovia Raposo Tavares (SP-270). É o mesmo trecho que a cidade cobra melhorias há anos — e que segue sem solução.

Segundo a Polícia Rodoviária, o acidente aconteceu por volta das 19h40 e envolveu um VW/Gol e um GM/Classic, que seguiam em sentidos opostos e bateram de frente. O motorista do Gol ficou preso nas ferragens e não resistiu aos ferimentos. O condutor do Classic foi socorrido em estado grave e levado à Santa Casa de Presidente Prudente; o teste do bafômetro feito nele deu negativo.

Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Rodoviária e equipes da concessionária CART atenderam a ocorrência. O trânsito precisou ser desviado pelas alças do acesso até por volta das 22h50, quando terminaram os trabalhos da perícia, a limpeza da pista e a remoção dos veículos.

Uma tragédia anunciada em um trecho conhecido

Não é a primeira vez que o acesso a Álvares Machado entra no noticiário por acidente. A via é de pista simples, sem acostamento, com veículos em sentidos opostos dividindo o mesmo espaço com caminhões e carga pesada — exatamente a configuração que torna possível uma colisão frontal como a deste domingo.

No fim de julho, o Notícias Machadenses publicou uma reportagem mostrando o contraste entre as duas entradas da cidade: enquanto a Estrada da Amizade recebe cuidado do município, o acesso pela Raposo Tavares segue no aguardo de uma duplicação que nunca sai do papel.

Cobrança sem resposta e um jogo de empurra

O vereador João Sanches vem cobrando, de forma reiterada, providências do governo estadual para a segurança do acesso, com requerimentos que pedem esclarecimentos sobre a responsabilidade pela obra, o cronograma e estudos técnicos de segurança viária. Até agora, sem resposta efetiva.

E o que se vê é um jogo de empurra. Em 2023, a concessionária CART afirmou que a execução da duplicação não é de sua alçada. Como se trata de rodovia estadual, a competência recai sobre o Governo do Estado de São Paulo, por meio da ARTESP, e sobre o contrato de concessão. Enquanto uns apontam para os outros, quem usa a via todos os dias segue exposto.

Quantas mortes faltam?

Não se trata de atribuir a um único fator a causa deste acidente — a perícia é quem apura. Trata-se de constatar o óbvio: uma via de acesso a uma cidade de mais de 25 mil habitantes, com tráfego intenso e pista simples, é um risco conhecido, apontado e ignorado.

Álvares Machado paga impostos, produz e movimenta a região. Merece uma entrada segura. Segurança viária não é favor nem obra de vitrine: é obrigação do poder público. E, neste caso, essa obrigação tem endereço — o Governo do Estado de São Paulo.

Fonte: Polícia Rodoviária / G1

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