Setembro Amarelo: cuidar da mente também é cuidar de si
Neste Setembro Amarelo, a psicóloga Cynthia Reis Bertaco escreve sobre saúde mental, prevenção e a importância de pedir ajuda. Ela atende em Presidente Prudente e online para todo o Brasil.
Neste Setembro Amarelo, o Notícias Machadenses abre espaço para um texto da psicóloga Cynthia Reis Bertaco sobre um cuidado que a gente ainda costuma deixar de lado: a saúde mental. A seguir, a coluna na íntegra.
O Setembro Amarelo nasceu de uma história real: em 1994, nos Estados Unidos, a família de um jovem que havia tirado a própria vida decidiu homenageá-lo distribuindo laços amarelos no seu funeral, essa era a cor do carro que ele restaurava antes de morrer. O gesto se espalhou e, anos depois, transformou-se em campanha mundial de prevenção ao suicídio, com o mês de setembro marcado pelo Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, em 10 de setembro. Mais do que uma cor, o amarelo passou a simbolizar esperança e a lembrança de que cada vida importa.
Ainda carregamos a ideia de que cuidar do corpo é prioridade e cuidar da mente é opcional. Fazemos check-up anual, vamos ao dentista, ao ginecologista, ao cardiologista, mas hesitamos em procurar ajuda quando a angústia, a tristeza persistente ou a ansiedade batem à porta. A saúde mental não é um apêndice da saúde física: ela é parte do mesmo corpo, do mesmo sistema, da mesma vida. Cuidar da mente deveria ser tão natural quanto cuidar dos dentes ou do coração.
Nesse cuidado, a psicoterapia e a psiquiatria são aliadas fundamentais, não últimos recursos. A psicoterapia oferece um espaço de escuta, elaboração e autoconhecimento; a psiquiatria, quando necessário, contribui com o suporte biológico que ajuda o corpo e a mente a encontrarem equilíbrio. São áreas complementares, construídas com décadas de estudo e prática, e merecem ser reconhecidas com o mesmo respeito que damos a qualquer outra especialidade da saúde.
Existe ainda um mito importante a desfazer: o de que psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico são apenas para quadros graves. Buscar ajuda não é sinal de fraqueza nem exclusividade de quem está em crise extrema. É para quem quer se entender melhor, para quem atravessa um luto, uma mudança, uma fase de exaustão, ou simplesmente para quem deseja viver com mais qualidade e consciência. Prevenção também é isso: não esperar o ponto de ruptura para pedir socorro.
Por fim, nenhuma campanha substitui o que acontece entre as pessoas no dia a dia. Uma conversa sincera, um olhar atento, a disponibilidade de perguntar “como você está, de verdade?” e esperar a resposta, isso pode salvar vidas. Observar mudanças de comportamento em quem amamos, dar espaço para o outro falar sem julgamento, e lembrar que ninguém precisa atravessar sozinho momentos difíceis: essa rede de cuidado mútuo é, muitas vezes, o primeiro e mais poderoso passo rumo à transformação.
Atendimento com a autora
A psicóloga Cynthia Reis Bertaco atende online para todo o Brasil e, presencialmente, em Presidente Prudente, na Av. Washington Luiz. O contato é pelo WhatsApp (18) 98825-4298.
Falar no WhatsAppSe você precisa conversar
Se você está passando por um momento difícil, não precisa enfrentar isso sozinho. O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia. Em caso de emergência, procure o serviço de saúde mais próximo ou ligue para o SAMU, no 192.
Fonte: Cynthia Reis Bertaco, psicóloga