Vereador cobra segurança no cemitério e diz haver rituais e depredação
Na Câmara, o vereador Michael Rodrigues voltou a cobrar segurança e conservação do Cemitério Municipal de Álvares Machado, relatou vandalismo e violação de túmulos e disse ter recebido uma ameaça de morte. As acusações, por ora, não têm confirmação oficial.
O Cemitério Municipal voltou a ser tema na Câmara de Álvares Machado. Na 28ª sessão ordinária, realizada em 8 de setembro, o vereador Michael Rodrigues apresentou o Requerimento nº 124/2026, no qual cobra da Prefeitura informações e providências sobre segurança, câmeras de monitoramento, limpeza, conservação e fiscalização de túmulos abandonados no local.
O que o vereador aponta
No documento, ele questiona se as câmeras de monitoramento do cemitério estão funcionando e, caso não estejam, o que será feito para regularizá-las. Também pede informações sobre as medidas de segurança diante de relatos de vandalismo, violação de túmulos e furto de peças, sobre a periodicidade da limpeza e conservação e sobre a existência de um levantamento dos túmulos em situação de abandono.

Não é a primeira vez
A cobrança não é nova. Em maio de 2025, pelo Requerimento nº 128/2025, o vereador já havia solicitado estudo para incluir o cemitério na vigilância patrimonial noturna e para o fechamento dos portões durante a noite. Da tribuna, ele resumiu o sentimento: “Eu pedi uma vez, tô pedindo a segunda, e se precisar vou pedir três, quatro ou cinco, mas alguma coisa precisa ser feita”. E completou que não é porque as pessoas morreram que o local deve ficar sem o devido cuidado.
Dois relatos graves
Foi na discussão do requerimento que o vereador fez duas afirmações de peso. Disse ter recebido uma ameaça de morte depois de apresentar o pedido em 2025. E afirmou que já teria ocorrido violação de túmulos para “práticas de rituais” na cidade. As duas declarações foram feitas por ele, em plenário, e não têm, até o momento, confirmação oficial.
O que diz a lei
Vale o registro, para situar o leitor. Vilipendiar cadáver ou suas cinzas, ou seja, desrespeitar ou profanar um corpo, é crime previsto no art. 212 do Código Penal, com pena de um a três anos de detenção, além de multa. Ameaçar alguém também é crime, tipificado no art. 147. Em ambos os casos, a apuração depende do registro de um boletim de ocorrência e da atuação da polícia. É esse o caminho para que denúncias como essas saiam do campo da fala e se transformem em investigação.
Da tribuna à delegacia
Um ponto merece registro: as duas acusações foram feitas verbalmente, em plenário, e não em uma delegacia. Até a publicação desta reportagem, não há informação de que os relatos de ameaça e de violação de túmulos tenham sido formalizados em boletim de ocorrência, procedimento necessário para que a polícia possa investigar.
O que vem agora
Sobre as providências, o Requerimento nº 124/2026 foi aprovado e encaminhado ao Executivo. Agora, aguarda-se a resposta da Prefeitura sobre as condições do cemitério e as medidas que serão adotadas. O Notícias Machadenses mantém este espaço aberto ao vereador Michael Rodrigues e à Prefeitura de Álvares Machado para os esclarecimentos que julgarem necessários.
Fonte: Câmara Municipal de Álvares Machado (Requerimentos nº 124/2026 e nº 128/2025)