Na contramão do país, escola estadual do centro trava no IDEB e não recupera o nível de 2019
A EE Profª Angélica de Oliveira, escola estadual do centro de Álvares Machado, estacionou em 3,8 no IDEB 2025 — abaixo das médias nacional e regional, que subiram. A outra estadual da cidade, num bairro afastado, foi melhor. Ambas são geridas pelo Governo do Estado.
O IDEB 2025 confirmou o avanço do ensino médio no Brasil e na região de Presidente Prudente, mas a maior escola estadual do centro de Álvares Machado ficou para trás. A EE Profª Angélica de Oliveira estacionou em 3,8, a mesma nota de 2023, e não recuperou o 4,4 que tinha em 2019 — resultado abaixo das médias nacional e regional.
As duas escolas citadas nesta reportagem são da rede estadual, administradas pelo Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria da Educação (Seduc-SP). Ou seja, o desempenho é responsabilidade da gestão estadual.
O que é o IDEB
O IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) é a principal nota da educação básica no país, numa escala de 0 a 10. É calculado a cada dois anos pelo INEP, instituto ligado ao Ministério da Educação, e combina o aprendizado dos alunos (medido em provas) com o fluxo escolar (a aprovação). Quanto maior, melhor.
A escola do centro travou
Na EE Profª Angélica de Oliveira, no centro da cidade, o ensino médio tirou 3,8 em 2023 e repetiu 3,8 em 2025. A escola já teve resultado melhor: chegou a 4,4 em 2019, depois de 4,0 em 2017. A queda aconteceu entre 2019 e 2023, período que inclui a pandemia — e, de lá para cá, a nota ficou parada. Em 2021 não houve nota divulgada para a escola.
Comparada às médias, a distância fica clara: o ensino médio da rede pública subiu para 4,3 no país em 2025, o melhor resultado da série histórica desde 2005, e Presidente Prudente foi de 4,3 para 4,6. A Angélica, com 3,8, está abaixo das duas — e na contramão, já que a região avançou. A escola aparece, inclusive, entre as seis com as menores notas da região de Presidente Prudente, todas abaixo de 4.
O contraste dentro da própria cidade
Álvares Machado tem duas escolas estaduais com ensino médio, e a comparação entre elas reforça o problema. A EE Marechal do Ar Márcio de Souza e Mello, no bairro Pinheiro, afastado do centro, tirou 4,4 em 2025 — e se recuperou: havia caído para 3,6 em 2023, depois de 4,5 em 2019. Enquanto essa escola voltou a subir, a do centro seguiu estagnada.
O contraste fica ainda mais forte quando se olha o número de alunos. No cálculo do IDEB, a Angélica considerou 347 estudantes, contra 171 da Marechal. Ou seja: a escola que atende quase o dobro de alunos é justamente a que apresenta o pior resultado.
De quem é a responsabilidade
Por serem escolas estaduais, cabe ao Governo do Estado de São Paulo e à Seduc-SP explicar por que a maior unidade estadual do centro da cidade não avançou, enquanto o estado celebra a melhora do ensino médio em 11 municípios da região. O Notícias Machadenses mantém o espaço aberto para que o Governo do Estado e a Seduc-SP concedam entrevista ou se manifestem sobre os resultados.
Os dados são do IDEB 2025, divulgado pelo INEP em 5 de agosto de 2026, e da plataforma QEdu, que reúne a série histórica das escolas. Os números da região e a nota da Seduc-SP foram divulgados em reportagem regional (EncontraPresidentePrudente, 14 de agosto de 2026).
Fonte: INEP/MEC e QEdu