Outubro Rosa com motivo para comemorar: 527 mulheres fizeram mamografia de graça na cidade
O balanço da Secretaria de Saúde mostra a procura nos dias em que a Carreta da Mamografia atendeu na Rodoviária, em setembro. Aproveite o mês para entender o autoexame, saber quem tem direito ao exame pelo SUS e conhecer os sinais que não podem esperar.
É Outubro Rosa, o mês em que o país inteiro fala sobre prevenção do câncer de mama. E Álvares Machado chega a ele com um número para comemorar: 527 mulheres fizeram mamografia de graça quando a Carreta esteve na cidade, entre 8 e 19 de setembro, atendendo na Rodoviária. O balanço é da Secretaria de Saúde.
Numa cidade de pouco mais de 28 mil habitantes, 527 exames em menos de duas semanas é muita gente cuidando de si. E é exatamente isso que a campanha deste mês quer: que a conversa saia do laço na parede e vire consulta marcada.
Relembre a passagem da Carreta da MamografiaPor que a mamografia importa tanto
A mamografia é o principal exame para encontrar o câncer de mama no início. E início, aqui, quer dizer antes de o tumor dar qualquer sinal, antes de a mulher sentir caroço, antes de aparecer qualquer coisa diferente.
É nessa fase que o tratamento é mais simples e a chance de cura é muito maior. É por isso que cada um daqueles 527 exames vale tanto: a maioria vai dar tudo certo e a mulher segue a vida tranquila, mas basta um resultado alterado descoberto cedo para mudar uma história inteira.
Quem tem direito pelo SUS
O rastreamento organizado pela rede pública é voltado a mulheres de 50 a 74 anos, com o exame repetido a cada dois anos. É a faixa em que as evidências mostram o maior benefício.
Mulheres entre 40 e 49 anos, ou acima de 74, também podem fazer a mamografia por demanda própria, conversando antes com o profissional de saúde sobre os benefícios e os limites do exame nessas idades.
O caminho começa na unidade de saúde do seu bairro. A equipe faz o exame clínico das mamas, conversa sobre o seu histórico familiar e encaminha para a mamografia quando há indicação. Leve RG e cartão do SUS, e se tiver exames antigos de mama em casa, leve também, porque a comparação ajuda na leitura.
E o autoexame?
Aqui vale desfazer uma confusão comum. O autoexame não substitui a mamografia, e nunca vai substituir. Ele não é considerado método de rastreamento, porque não detecta tumor pequeno demais para ser sentido com a mão, que é justamente o que a mamografia encontra.
Mas isso não quer dizer que ele não sirva. Pelo contrário: boa parte dos casos é percebida pela própria mulher, que nota algo diferente do que era antes. Conhecer o próprio corpo tem valor concreto.
Como fazer, sem transformar em ansiedade
Olhe no espelho, com os braços soltos e depois levantados, observando formato, pele e bico do peito. Apalpe no banho, com a mão ensaboada, fazendo movimentos circulares, incluindo a região da axila. Faça isso com calma, uma vez por mês.
E entenda o objetivo: não é sair procurando caroço com medo. É conhecer o seu normal, saber como as suas mamas são, para que você perceba se algo mudou. Mama com textura irregular pode ser absolutamente normal para você. O que importa é a mudança.
Os sinais que não podem esperar
Esta é a parte mais importante do texto. Se você notar qualquer um destes sinais, procure a unidade de saúde imediatamente, não importa a sua idade e não importa quando foi o seu último exame:
Caroço ou nódulo na mama ou na axila. Alteração na pele, inclusive aspecto parecido com casca de laranja. Afundamento ou retração em algum ponto. Mudança no formato da mama. Vermelhidão que não passa. Ferida que não cicatriza. Secreção pelo bico do peito, principalmente se for sanguinolenta. Mamilo que virou para dentro agora.
Nesses casos não se trata de rastreamento, e sim de investigação. O caminho é outro, o encaminhamento é outro, e o tempo conta muito.
Um adendo que mostra o tamanho da procura
Vale registrar um detalhe do balanço da carreta que diz muito sobre aqueles dias: além das machadenses, vans de saúde de cidades menores da região trouxeram mulheres para fazer o exame aqui.
Durante duas semanas, a cidade acabou funcionando como ponto de apoio para as vizinhas. É o tipo de coisa que passa despercebida para quem mora aqui, mas que mostra estrutura e organização.
Não fez ainda? Dá tempo
Quem não conseguiu fazer o exame enquanto a carreta esteve na cidade não ficou sem caminho. O exame continua disponível pela rede pública o ano inteiro, e o acesso começa na ESF do seu bairro.
E fica o recado para 2027: o projeto deu certo aqui, com procura suficiente para formar fila e atrair gente de fora. Apoiamos o esforço da Prefeitura para trazer a carreta de novo no ano que vem.
Enquanto isso, faça a sua parte neste mês: marque a consulta, converse com a sua mãe, chame a sua irmã, lembre a vizinha. Outubro Rosa não é mês de laço, é mês de agenda.
Fonte: Secretaria de Saúde de Álvares Machado, Ministério da Saúde e INCA