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Um ano após a aprovação, a base do Corpo de Bombeiros ainda não saiu do papel

Aprovado por unanimidade em junho de 2025, com R$ 3 milhões do Estado, o convênio para instalar uma base do Corpo de Bombeiros em Álvares Machado ainda não avançou. Com a cidade crescendo e o socorro mais próximo a quase 20 minutos, em Presidente Prudente, dois vereadores cobram explicações.

Redação Notícias Machadenses Atualizado em 1 de setembro de 2026, 09:37
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Um ano após a aprovação, a base do Corpo de Bombeiros ainda não saiu do papel
Foto: Prefeitura de Cajamar (imagem ilustrativa)

Álvares Machado acaba de ser confirmada como a 5ª maior cidade da região e a que mais cresceu em população, segundo o IBGE. Mas há um serviço essencial que o crescimento ainda não trouxe: uma base do Corpo de Bombeiros. Hoje, em qualquer emergência — um incêndio, um acidente, um resgate —, a cidade depende da unidade de Presidente Prudente. E isso significa tempo: são cerca de 19 minutos de viagem até o centro da cidade e até 32 minutos para chegar ao distrito de Coronel Goulart, segundo estimativas do Google Maps, sem contar o trânsito. Em uma ocorrência grave, cada minuto conta.

Um convênio aprovado — e parado

O caminho para resolver isso já começou. Em 24 de junho de 2025, a Câmara aprovou, por unanimidade, um projeto de lei autorizando a Prefeitura a firmar convênio com o Governo do Estado de São Paulo para a implantação de uma estação de resgate do Corpo de Bombeiros no município. Pelo acordo, o Estado se comprometeu a investir cerca de R$ 3,06 milhões: R$ 1,9 milhão em um caminhão de combate a incêndio, R$ 701 mil em uma viatura de resgate e R$ 480,5 mil em equipamentos. À cidade caberia reformar o prédio e arcar com a manutenção, estimada em cerca de R$ 300 mil por ano.

A aprovação do convênio na Câmara, em junho de 2025. (Câmara Municipal de Álvares Machado)
A aprovação do convênio na Câmara, em junho de 2025. (Câmara Municipal de Álvares Machado)

Por que a cidade precisa

Os números mostram que a demanda existe. Só em 2024, foram registradas 650 ocorrências e 259 vítimas atendidas na cidade. A unidade prevista teria uma equipe de 15 militares, com 4 a 5 profissionais por dia, e faria de tudo um pouco: combate a incêndios, salvamentos, resgates em acidentes, aprovação e fiscalização de projetos de prevenção e atuação em situações de calamidade. Ela seria a 17ª estação do Corpo de Bombeiros da região e uma das poucas instaladas em cidades com menos de 40 mil habitantes — um reconhecimento do tamanho que Álvares Machado alcançou.

Mais de um ano depois, cadê a base?

O problema é que, mais de um ano após a aprovação, a base ainda não saiu do papel. Detalhes importantes — como o local exato da futura unidade e um cronograma de implantação — nunca foram divulgados publicamente. E é justamente essa falta de informação que motiva a cobrança de parte do Legislativo.

Em maio deste ano, o vereador João Sanchez (Republicanos) já havia protocolado um pedido de informações, questionando se o convênio com o Estado foi de fato celebrado e qual o estágio dos estudos técnicos. Agora, em 26 de agosto, o vereador Marquinhos Bozó apresentou o Requerimento nº 112/2026, novamente dirigido ao prefeito, pedindo esclarecimentos em três pontos: em que fase estão as tratativas, quais providências já foram adotadas e se existe previsão ou cronograma para a efetiva implantação da unidade.

O que o Notícias Machadenses acompanha

Vale registrar que a própria Prefeitura foi a autora da proposta, aprovada sem um voto contrário — ou seja, o desejo de trazer os Bombeiros para a cidade é consenso. O que a população acompanha agora é a saída do papel. O Notícias Machadenses segue atento ao tema e fica à disposição do Poder Executivo para divulgar as informações atualizadas sobre o andamento das tratativas. A cidade cresceu — e quer o socorro mais perto de casa.

Fonte: Câmara Municipal de Álvares Machado e Google Maps

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