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Delegacia da Mulher muda de endereço e mantém plantão 24h; veja quando procurá-la

A DDM que atende Álvares Machado funciona 24 horas e agora fica na Rua Dr. Gurgel, em Presidente Prudente. Entenda por que ela — e não uma delegacia comum — costuma ser o caminho mais rápido e acolhedor para denunciar. Esta é a 2ª reportagem da série Agosto Lilás.

Redação Notícias Machadenses Atualizado em 30 de agosto de 2026, 14:37
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Delegacia da Mulher muda de endereço e mantém plantão 24h; veja quando procurá-la
Foto: Reprodução

Toda mulher da região precisa saber que existe uma delegacia só para elas — e que ela funciona 24 horas por dia. É a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Presidente Prudente, referência para Álvares Machado e outras 66 cidades da região. Além do plantão ininterrupto, mantido desde 8 de março de 2025, a unidade mudou de endereço, e é importante que ninguém chegue no lugar errado na hora de pedir ajuda.

Onde fica agora

Desde junho de 2026, a DDM atende na Rua Dr. Gurgel, 720, no Centro de Presidente Prudente, junto à delegacia central da cidade — em frente ao Hospital Unimed, o antigo Hospital Nossa Senhora das Graças. O acesso é privativo, pela lateral esquerda do prédio, o que preserva a mulher que vai denunciar. O atendimento é 24 horas, todos os dias.

Por que procurar a DDM, e não uma delegacia comum

A denúncia pode ser feita em qualquer delegacia — mas, na prática, a DDM costuma ser o caminho mais rápido e mais acolhedor. A equipe é especializada em violência contra a mulher e conhece o passo a passo desses casos: registrar a ocorrência, pedir uma medida protetiva de urgência e encaminhar a vítima para a rede de proteção. Em uma delegacia comum, isso tende a demorar mais.

Há também uma diferença que muita gente não percebe. Na Polícia Civil de São Paulo, apenas 23% do efetivo é formado por mulheres (6.174 mulheres para 19.626 homens), e só uma a cada quatro delegados é mulher, segundo o sindicato da categoria (Sindpesp). Ou seja: em uma delegacia comum, é bem provável que a vítima seja atendida por homens. Para muitas mulheres, contar o que aconteceu a um desconhecido do sexo masculino é mais constrangedor — e, em alguns casos, isso chega a dificultar que a denúncia seja levada a sério. A DDM existe justamente para reduzir essa barreira.

O que dá para resolver lá

Na DDM, a mulher pode registrar o boletim de ocorrência, solicitar medida protetiva de urgência (aquela que obriga o agressor a manter distância, por exemplo) e receber o encaminhamento adequado para o processo. O movimento é grande: só no último ano, a unidade de Presidente Prudente registrou 1.665 ocorrências de violência doméstica, 1.195 pedidos de medida protetiva e 177 prisões.

Não precisa ir até a delegacia para começar

Se ir até a delegacia não for possível naquele momento — ou se a dúvida for só saber o que fazer —, existe o Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher. É gratuito, sigiloso, funciona 24 horas e atende de qualquer lugar do país. Serve para denunciar, tirar dúvidas e ser orientada sobre os próximos passos, inclusive para quem quer ajudar outra mulher. O canal só cresce: em 2025 foram mais de 1,08 milhão de atendimentos (alta de 45%) e 155 mil denúncias de violência (alta de 17%) em todo o Brasil. Em situações de emergência, com risco imediato, ligue 190.

Uma série pelo Agosto Lilás

Esta é a segunda reportagem da série do Notícias Machadenses pelo Agosto Lilás, o mês de conscientização e enfrentamento da violência contra a mulher. Nas próximas publicações seguimos com dados e informações de serviço para que a informação chegue a quem precisa.

Fonte: Polícia Civil de SP, Sindpesp e Ligue 180

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