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Opinião

Cidade sem farmácia de madrugada: o 24h foi adiado, e a Câmara precisa decidir

A proposta que permitiria o funcionamento 24h em Álvares Machado partiu da Prefeitura, mas foi adiada por três sessões na Câmara após pedido de vista do vereador João da Farmácia (PSD), que é dono de farmácia. A mais próxima aberta de madrugada fica a cerca de 6 km, em Presidente Prudente.

Redação Notícias Machadenses
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Cidade sem farmácia de madrugada: o 24h foi adiado, e a Câmara precisa decidir
Foto: Imagem ilustrativa | Google

Uma proposta simples e útil para a população travou na Câmara de Álvares Machado. Na sessão de ontem, o projeto do Poder Executivo — ou seja, da Prefeitura — que permitiria às farmácias e drogarias da cidade funcionar 24 horas teve a votação adiada por três sessões, após pedido de vista do vereador João da Farmácia (PSD).

Este é um texto de opinião. E a nossa opinião é direta: a cidade precisa desse serviço, e a Câmara precisa aprovar o projeto.

O que estava em jogo

O projeto altera o artigo 11 da Lei Municipal nº 2.473/2006 e revoga a Lei nº 2.895/2015. Na prática, ele permite que as farmácias fixem livremente o próprio horário de atendimento — inclusive aos sábados, domingos e feriados —, podendo funcionar de forma ininterrupta, 24 horas por dia.

Hoje, pela lei de 2015, o horário é limitado: de segunda a sexta, das 7h30 às 20h (com plantão até as 22h); aos sábados, até as 13h (plantão até 22h); e, aos domingos e feriados, apenas plantão até as 22h. Ou seja: depois das 22h, a cidade fica sem nenhuma farmácia aberta.

Quem propôs e quem adiou

A proposta é da Prefeitura. Quem pediu o adiamento foi o vereador João da Farmácia (PSD), com um pedido de vista que empurra a votação por três sessões — cerca de três semanas. Cabe registrar um dado de interesse público: o vereador é dono de farmácia, justamente o setor que seria afetado pela entrada de concorrentes abertos 24 horas.

O Notícias Machadenses abre espaço para que o vereador João da Farmácia apresente a sua justificativa para o pedido de vista. A manifestação pode ser enviada ao nosso e-mail e será publicada na íntegra.

Por que a cidade precisa disso

Quem passa mal de madrugada, precisa de um antitérmico para um filho com febre ou de um remédio de uso contínuo que acabou, hoje não tem para onde ir dentro da cidade. A farmácia 24h mais próxima fica em Presidente Prudente, a cerca de 6 km da nossa cidade.

E aqui está o ponto mais duro: na madrugada não há ônibus. Para quem tem carro, são poucos minutos de estrada; para quem depende do transporte público — muita gente, principalmente nos fins de semana —, simplesmente não há como chegar. O acesso a um remédio no meio da noite não pode ser privilégio de quem tem automóvel.

Para efeito de comparação, Presidente Prudente tem cerca de seis farmácias abertas 24 horas. A nossa cidade não tem nenhuma. Além de resolver o acesso, uma farmácia funcionando bem e por mais tempo pressiona as demais a melhorarem o próprio atendimento — quem ganha com a concorrência é o consumidor.

A nossa posição

Está na hora de modernizar a cidade. Não faz sentido que, em 2026, um morador precise cruzar a divisa até Prudente para comprar um remédio de madrugada — e muito menos que fique sem acesso por não ter carro. O projeto que libera o 24h é do Executivo, é simples e beneficia diretamente a população; adiá-lo por três sessões, a pedido de um vereador que é do próprio ramo, manda a mensagem errada.

Fica o nosso chamado aos demais vereadores: estejam ao lado do povo. Votem SIM ao projeto da Prefeitura, derrubem a trava e coloquem a farmácia 24h à disposição de quem mais precisa. A cidade está de olho.

Fonte: Redação

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